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terça-feira, 5 de abril de 2011

Formação de Preços: Markdown ou Markup?

Primeiramente, gostaria de agradecer aos leitores do BBM - Blog Brasil Management pelos e-mails com sugestões para as matérias.

Como são muitos e-mails, já estou selecionando alguns assuntos para a criação de artigos e posterior publicação.

Novamente, o meu Muito Obrigado aos leitores que colaboram com o BBM – Blog Brasil Management.

Dando início ao tema da matéria de hoje, Markdown e Markup são palavras constantemente utilizadas pelos departamentos de vendas, pricing, marketing, entre outras; mas muita gente ainda tem dúvidas sobre quando e como utilizar, e até mesmo sobre o que são estas palavras.

Apesar de terem funções semelhantes, as duas palavras são interpretadas de formas diferentes, sendo Markdown a margem sobre a venda, e Markup a margem sobre o custo.

Para entender a dinâmica para formação dos 2 tipos de preços de venda, vou exemplificar nos cálculos abaixo.

1) MARKUP

Um produto custa R$ 100,00 e você pretende aplicar a margem de 20%.

R$ 100,00 x 20% = R$ 120,00

Sendo assim, temos o preço de venda em R$ 120,00.

A margem que teremos neste caso será de R$ 20,00.

IMPORTANTE: Muita gente usa o Markup como única e exclusiva modalidade para a formação de preços, o que ao meu ver é uma forma totalmente errada.

Inclusive, digo que o Markup é uma forma errada de se formar preços e não aconselho a utilização, pois sobre essa margem de R$ 20,00 citada no exemplo anterior, incidem o CO (custo operacional), IV (impostos de venda) e ainda o LUCRO.

O IMPOSTO irá incidir sobre o PREÇO DE VENDA, não sobre o PREÇO DE CUSTO.

Aproveitando os dados do exemplo anterior, suponhamos que o seu imposto de venda seja de 13%:

R$ 120,00 x 13% = R$ 15,60 é imposto.

Sua MARGEM, conforme visto acima era de R$ 20,00, subtraindo os impostos, restam R$ 4,40 para você tirar o CO e seu LUCRO.


2) MARKDOWN

Precisamos entender primeiramente que quem dita o preço é o mercado, a lei da oferta e procura, e claro, a sua concorrência.

No Markdown seu preço de venda será determinado por uma série de fatores.

Além dos itens acima, ainda podemos citar o estoque atual, importância do produto para os consumidores ou Curva ABC, dentre outros diversos indicadores que nos permitem avaliar melhor a composição dos preços.

Por isso, é muito importante ter uma gestão de preços alinhada ao mercado, identificando tendências, aliado sempre ao Trade Marketing, identificando o perfil do shopper e as características de cada key-account, desenvolvendo um planejamento para cada conta.

O planejamento de Trade Marketing deve levar em consideração não só o Calendário Promocional, mas também critérios específicos de negociação e formas de atuação em cada conta, para elevar a rotatividade dos produtos nas gôndolas, gerar maiores pedidos, e conseguir negociar aquela famosa Verba de Fornecedor, para baixo.

Mas isso é história para outro momento quando iremos falar do Trade Marketing desde sua concepção, sua história, aplicação, métodos, formas de controle e avaliação de resultados.

Por isso é sempre bom reforçar!

FABRICANTES, invistam no treinamento da sua equipe e em agregação de serviços nos PDV’s.

Por enquanto este é um dos melhores meios para não se gastar milhares de reais com Verbas que irão compor o caixa de seu cliente, e ainda ter a oportunidade de fortalecer sua equipe com treinamentos constantes, deixando-os afinados com o mercado.

Espero ter contribuído para seu melhor entendimento sobre a composição dos preços de venda.

Como sempre estamos em constante aprendizado, espero sua contribuição para o tema.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS

sexta-feira, 11 de março de 2011

A CBBP é a mais nova cervejaria brasileira

Que seja bem-vinda ao mercado brasileiro a mais nova integrante do setor de bebidas, a Companhia Brasileira de Bebidas Premium.

Criada por 3 investidores pernambucanos, a CBBP aposta em desenvolver a melhor cerveja e as melhores bebidas do país.

Com investimento de R$ 120 milhões de reais, a nova Cia tem uma de suas fábricas instaladas na cidade de Pindoretama, no estado do Ceará - 40 km de Fortaleza. A segunda fábrica da empresa ainda encontra-se em estudo de localização no estado de Pernambuco.

Com capacidade para produzir 1,5 milhão de hectolitros (150 milhões de litros) de cerveja por ano, a empresa inicialmente irá atender somente as regiões Norte e Nordeste do Brasil, posteriormente realizando investimentos para sua instalação nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

A promessa da CBBP no mercado cervejeiro é de produzir a melhor cerveja do Brasil, com a qualidade das cervejarias Premium Artesanais, mas em escala industrial, custando apenas 5% a mais do que uma Pilsen Nacional de escala industrial.
Para cumprir esta promessa, a CBBP aposta no Mestre Cervejeiro Francisco Valverde, com larga experiência no mercado e formação na Döemens Akademie, na Alemanha.

Além das Cervejas Especiais que serão produzidas inicialmente, o portfólio de produtos deverá se estender para Energéticos, Bebidas à base de Soja, Sucos Naturais, Refrigerantes e Destilados, além da terceirização de produção para marcas próprias.

Apesar da não confirmação, existem rumores de que haverá uma nova bebida alcoólica à base de Açaí.

Os investidores e interessados em abrirem distribuidoras da CBBP em seu município ou região deverão investir em torno de R$ 800 mil reais em cada unidade.
Este é um valor estimado pelo departamento comercial da empresa, que levou em consideração toda a infra-estrutura logística, pessoal e administrativa para se abrir e manter uma distribuidora de bebidas.

De acordo com dados divulgados, a empresa irá gerar de início em torno de 400 novos empregos.

A nova marca ainda continua em sigilo, mas em breve ela estará no mercado para competir em um setor extremamente atrativo, dinâmico e excitante - Cervejas ... dentre outras bebidas.

Caso queira saber mais sobre a nova Companhia, acesse AQUI.

O início das atividades está marcado para a 2º quinzena deste mês - março/2011.

À toda equipe CBBP, desejo muito suce$$o e que esta empresa seja mais uma das líderes a disputarem o mercado de bebidas no Brasil!

Garra e Confiança, que todos chegaremos lá!

Um grande abraço!

ARTHUR SANTOS

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Garota Devassa não bebe cerveja!


Após quase um ano à espera da nova campanha da cerveja Devassa, eis que surge SANDY, a nova Garota Devassa!

A-ha vai!
Piada?!
Não. É sério!

Após a derrocada campanha com Paris Hilton, Sandy é a estrela da vez, e promete mostrar seu lado devassa, deixando para trás sua imagem de "anjinha passiva".

Mas isto vai muito além da campanha da Schincariol para a marca.

Sandy está fora dos holofotes desde que deixou a dupla com o irmão Júnior, e esta seria sua mais fácil oportunidade de voltar à tona, chamando atenção e ainda ganhando um cachê de 1 milhão de dólares para a campanha anual da marca Devassa.

A única coisa que esqueceram, foi de avisar ao marketing da Schincariol que ela não gosta de cerveja, assumindo em público, em entrevistas e narrativas, dizendo que gosta de outras bebidas, não de cervejas.

Clique AQUI para ver o vídeo no YouTube

A estratégia de Sandy para voltar à mídia é excelente e está dando certo.
Agora, qual é a estratégia da Schincariol em usar a Sandy como Garota Devassa?

Pela segunda vez consecutiva a marca de cerveja Devassa é tema de comédia em suas campanhas.
Primeiro com Paris e agora com Sandy.

Pessoalmente, apostaria muito mais em Deborah Secco para estrelar a campanha.

Sandy com seu jeito passivo, angelical, de menina comportada, tentando passar o ar de uma garota sapeca e devassa. Faça-me o favor heim!

É a mesma coisa de comprar uma coleira anti-pulgas para uma ave.

Só espero que na próxima campanha da Garota Devassa não escolham Amy Whinehouse.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS

segunda-feira, 7 de março de 2011

Quanto custa sua gôndola?


Tema polêmico entre grandes redes varejistas e fabricantes, as Verbas de Fornecedores são diariamente discutidas em busca de um melhor retorno para os dois lados.

Porém na verdade, quem sai pagando muito por isso é o Consumidor.

Mas vendo de outra perspectiva, existe uma classe que está lucrando e muito com isso.
São os Atacarejos e Grandes Atacados que não trabalham com estas verbas, conseguindo reduzir em até 35% o preço dos produtos para o consumidor final.

Para os leigos, as Verbas de Fornecedores são nada mais nada menos do que o aluguel que o varejista cobra para expor o produto na gôndola.

Dizem que é uma verba para auxílio de marketing, montagem de tablóides, dentre outros, porém, na verdade o fabricante paga ao varejista para ter seu produto exposto na melhor área da gôndola.

Mas esta verba, cada dia que passa está subindo mais. E os varejistas querem mais, mais e mais.

Não sendo especulador, mas todos que trabalham no varejo sabem que boa parte destas verbas servem para encobrir furos de caixa, épocas de baixo faturamento, despesas administrativas e até mesmo pagamento de funcionários.

Muitos grandes varejistas já notaram que não adianta mais tentar competir com os atacarejos nesta década, pois eles realmente tem preços bem mais em conta.

O que ocorre é que para poder oferecer a verba ao varejista, o fabricante precisa aumentar os preços dos seus produtos para compensar o investimento.

Vendendo os produtos aos grandes varejistas a um preço maior, os varejistas ainda precisam ter lucro sobre este valor de custo dos produtos. O que aumenta significativamente o preço para o consumidor final.

Já os atacarejos, não exigem esta verba, pois o objetivo final é vender e obter lucro.

Por isso, os compradores dos grandes atacados pedem desconto no preço de compra dos produtos, e não a Verba de Fornecedor.

Os fabricantes durante anos procuraram uma forma de "aliviar" estas verbas e realmente focarem no objetivo de vender seus produtos a um preço competitivo, e vemos hoje que o tempo se encarregou disso.

Se os varejistas não abaixarem os preços, cada dia mais as pessoas deixarão de comprar nestes, elevando as compras nos atacarejos e mercadinhos de bairro, fazendo com que os varejistas deixem de ser o principal canal para o fabricante.

Há alguns anos atrás o Carrefour já percebeu isso, criando um novo segmento de rede supermercadista, o Carrefour Bairro.

Modelo de supermercado bairrista que não sei se irá durar muito, caso a rede continue a pedir a Verba de Fornecedores.

Uma excelente forma de acabar ou pelo menos diminuir a Verba de Fornecedor, é o fabricante contratar gente especializada para a promoção dos produtos no PDV; assegurar a divulgação do (s) produto (s) nos grandes meios de comunicação, investindo para que ocorra um giro rápido dos produtos nas gôndolas e no estoque dos varejistas, assegurando novos e maiores pedidos; desenvolver um planejamento estratégico para cada conta varejista, desenvolvendo o calendário de ações promocionais junto ao Trade Marketing e realizando ações diferenciadas da concorrência.

A Verba de Fornecedor precisa parar de ser uma "mania" dos varejistas, para ser uma ferramenta de estratégia dos fabricantes.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS









quinta-feira, 3 de março de 2011

GRUPO PETRÓPOLIS lança vodka Blue Spirit

Com uma logomarca que podemos chamar de perfeita e que lembra as iniciais de "Grand Prix", o Grupo Petrópolis criado em 1994 por Walter Faria está sempre antenado e disposto a criar novos produtos, investindo fielmente naquilo em que acredita, e muito mais - saindo na frente da concorrência.

Confirmando diversos boatos que se estenderam desde meados do ano passado até hoje, a Petrópolis iniciou na semana passada o envase de seu mais novo lançamento para 2011 - a vodka BLUE SPIRIT.

Além da vodka BLUE SPIRIT, a empresa iniciou hoje o envase da BLUE SPIRIT ICE, que também fará parte do portfólio da Petrópolis a partir deste ano, e tem foco para o público feminino, grande consumidor da concorrente Smirnoff Ice.

A empresa deverá posicionar a marca para competir com Smirnoff e Orloff, aliando as ações de marketing e vendas de packs promocionais com o já conhecido TNT Energy Drink, também envasado pelo Grupo Petrópolis.

Não confirmado, mas creio que as equipes para comercialização e ações de marketing das marcas BLUE SPIRIT e TNT deverão se unir, consolidando as ações e aproveitando a estrutura logística já utilizada pela cervejaria, alcançando o maior número de pontos de vendas nas regiões em que atua.

Porém, espero que a empresa atue também com equipes separadas para o gerenciamento de canais como casas noturnas, restaurantes e bares noturnos, focando o público jovem, "descolado", realizando parcerias, promovendo e patrocinando eventos, ganhando maior espaço no mercado consumidor.

O foco inicial das vendas e ações ficará voltado para a região metropolitana de São Paulo, concentrada por bares e casas noturnas, onde a Petrópolis tentará ganhar maior apelo junto aos consumidores jovens para maior divulgação da marca, aproveitando para fortalecer também a marca TNT em ações conjuntas.

Porém, vale lembrar que além da região metropolitana de São Paulo, podemos citar diversas outras regiões do país que possuem um ótimo consumo de destilados, como:
Campinas-SP, Ribeirão Preto-SP, Curitiba-PR, Londrina-PR, Belo Horizonte-MG, Juiz de Fora-MG, Florianópolis-SC, Itajaí-SC e Balneário Camboriú-SC, sendo as duas últimas sazonais.

Por isso, aos consumidores de bebidas destiladas, principalmente de vodkas, fiquem atentos - em algumas semanas a BLUE SPIRIT e a BLUE SPIRIT ICE estarão à disposição no mercado.

Grupo Petrópolis, gostaria de parabenizá-los pela inovação, criatividade e ousadia com que encaram o mercado.
Isso demonstra a empresa sólida que é, a ética, o respeito, a valorização e a capacidade de trabalho em equipe, consolidando como uma empresa cada vez mais forte, e que não teme novos desafios.

Utilizando um slogan já bastante conhecido, eu não o aplicaria somente a uma marca, mas sim à toda a empresa: GRUPO PETRÓPOLIS - É sem comparação!

Um grande abraço e sucesso a todos da equipe Petrópolis!

ARTHUR SANTOS




quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Wal-Mart é Preço Baixo Todo Dia - Nova estratégia para ganhar o mercado brasileiro



Fugindo das tradicionais promoções de dias de semana, o Wal-Mart tenta reproduzir no Brasil a já consagrada estratégia realizada no México, onde possui sua maior participação de mercado fora dos EUA.

A partir de hoje, o Wal-Mart não atua mais com saldões em sua rede de supercenters, e lança a estratégia de ter o melhor preço, em todos os produtos, durante todos os dias da semana.

O recado da nova estratégia na TV brasileira fica por conta de Marília Gabriela, jornalista e atriz.

A garantia dos preços baixos é devida a uma renegociação com os fornecedores, onde o Wal-Mart aumenta as verbas promocionais conseguindo maiores descontos.

Estes descontos, ao invés de serem considerados como lucro pela rede, serão agora revertidos em desconto aos clientes.

Boa estratégia lançada pela rede após a massificação das promoções semanais.

Quarta é dia de Feira! Quinta é o dia da Carne! Esta estratégia não "roda" mais no Wal-Mart Brasil.

Agora no Wal-Mart é dia todo dia.

Vamos esperar agora a reação dos concorrentes, que provavelmente devem captar a mensagem, baixar seus preços, e acabar copiando a estratégia para tentar pausar o crescimento da rede e tentar ganhar uma maior fatia deste mercado.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

"Bê-a-Bá" do Trade Marketing


Atualmente, qual o profissional de marketing e vendas que ainda não ouviu falar em Trade Marketing?

O Trade Marketing vem sendo encarado pelas empresas como uma "nova" estratégia, fundamental para a sua sobrevivência no ponto de venda.

O termo "Trade" significa Comércio, e sempre foi uma palavra muito utilizada em Comércio Exterior em negociações entre empresas.

"Trade Marketing" é o termo utilizado para Marketing no Comércio. Mais detalhadamente, é o marketing realizado no Ponto de Venda, Canal de Distribuição, ou como queira chamar.

Até o início da década de 90 no Brasil, a alta inflação comandava a força de vendas no varejo, impossibilitando as empresas de "abraçarem" seus clientes no ponto de venda para oferecer condições bastante vantajosas.
As rápidas mudanças de preços é que comandavam as vendas.

Você já ouviu o famoso bordão "Leve 3, Pague 2"?
Até hoje é utilizado.
Este bordão surgiu nessa época.
Quando os fabricantes anunciavam uma mudança na tabela, era o que faltava para que os comerciantes e distribuidores utilizassem este argumento para vender todo o estoque do produto.
Os distribuidores e o varejo eram simples e meros intermediários, não tinham nenhum poder de negociação sobre as compras com as indústrias.

A principal preocupação da indústria era com a MARCA, sua exposição, seu valor.
Toda a comunicação era feita somente com mídias de massa, a fim de alcançar a maior quantidade de pessoas possível, persuadí-las, conquistá-las, e levá-las ao ponto de venda para adquirir o produto.

Após a década de 90, com a estabilização dos preços e controle da inflação, ocorreu uma grande mudança de cenário, levando o intermediário (varejo / distribuidor) a ter um poder muito maior perante a indústria. Poder este que nem a indústria imaginava.
Desde então, o varejo começou a decidir qual produto seria ou não disponibilizado para o consumidor final.

A indústria então, tinha nas mãos um grande desafio.
Gerenciar bem o seu produto, de modo com que ele tivesse um giro rápido e lucrativo no varejo, chegando ao consumidor final.

Buscando referência: Em 2006 eu li o livro "Hardball - Jogando para valer", e nele trazia a explicação do Giro Rápido.
O Giro Rápido precisa ser um círculo virtuoso, a fim de que o produto entre e saia do varejo rapidamente, buscando sempre a máxima lucratividade.
Com o Giro Rápido os custos de estoque são menores e a lucratividade em quantidade é maior, fazendo com que a indústria consiga oferecer melhores preços aos varejistas, pela quantidade, e os varejistas repassarem esses descontos aos consumidores finais.

Assim, inicia-se o estudo do Trade Marketing.

O Trade Marketing não é responsável somente pelo desenvolvimento de novas estratégias para a comunicação no PDV. É algo bem mais amplo que envolve diversas decisões dentro da empresa, tais como a decisão sobre os preços de venda ao varejo, preço de revenda para o consumidor final, logística, relacionamento do consumidor com a loja (estímulos), posicionamento do produto e acompanhamento nas lojas, e principalmente, tornar mais lucrativa a relação entre indústria e varejo (ex-intermediários).


O Trade Marketing atua muito mais na área do consumidor do que na do varejo, buscando atingir de forma acentuada o consumidor final, ocasionando estímulos para a compra e consumo de determinado produto.


Na minha opinião, o profissional de Trade Marketing deve ter habilidades Estratégicas e Táticas. Não deve ser um profissional nem só de marketing e nem só de vendas.


As habilidades táticas são mais visíveis nos profissionais de vendas, que estão em contato direto com o PDV, e as habilidades estratégicas são mais visíveis nos profissionais de marketing, com planejamento, desenvolvimento de ações estratégicas.


O profissional de Trade Marketing deve atuar sempre com a estratégia para persuadir, para chamar o consumidor ao ponto de venda, e deve atuar no campo tático para que o consumidor compre o produto, e principalmente, para que ele goste e volte a comprar.


O Trade Marketing atua na mecânica do intermediário, aliando a necessidade do consumidor com a oferta do produto, mantendo uma relação saudável e duradoura entre indústria e varejo.


O varejo compra os produtos de acordo com a saída, ou seja, o Giro Rápido, gerenciando Categorias, e não as Marcas dos produtos.


Com este foco de Trade Marketing, surge então o Vendedor Segmentado, Key-Account, aquele que atende um certo grupo de clientes, que sabe desenvolver ações e se relacionar com eles. Este vendedor não se preocupa somente com a venda, mas sim com as ações necessárias para fazer com que os produtos girem rápido na loja, na forma com que sua marca será colocada dentro da loja, tendo como resultados a maior lucratividade para a indústria e também para o varejo.


Espero ter conseguido passar um pouco do que sei sobre Trade Marketing. Esta foi uma publicação um pouco básica sobre o Trade Marketing, mas já vale para você começar a entender o conceito e como funciona. Em breve eu postarei cases e táticas de implementação de ações de Trade Marketing.


Um grande abraço!


Arthur Santos