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segunda-feira, 7 de março de 2011

Quanto custa sua gôndola?


Tema polêmico entre grandes redes varejistas e fabricantes, as Verbas de Fornecedores são diariamente discutidas em busca de um melhor retorno para os dois lados.

Porém na verdade, quem sai pagando muito por isso é o Consumidor.

Mas vendo de outra perspectiva, existe uma classe que está lucrando e muito com isso.
São os Atacarejos e Grandes Atacados que não trabalham com estas verbas, conseguindo reduzir em até 35% o preço dos produtos para o consumidor final.

Para os leigos, as Verbas de Fornecedores são nada mais nada menos do que o aluguel que o varejista cobra para expor o produto na gôndola.

Dizem que é uma verba para auxílio de marketing, montagem de tablóides, dentre outros, porém, na verdade o fabricante paga ao varejista para ter seu produto exposto na melhor área da gôndola.

Mas esta verba, cada dia que passa está subindo mais. E os varejistas querem mais, mais e mais.

Não sendo especulador, mas todos que trabalham no varejo sabem que boa parte destas verbas servem para encobrir furos de caixa, épocas de baixo faturamento, despesas administrativas e até mesmo pagamento de funcionários.

Muitos grandes varejistas já notaram que não adianta mais tentar competir com os atacarejos nesta década, pois eles realmente tem preços bem mais em conta.

O que ocorre é que para poder oferecer a verba ao varejista, o fabricante precisa aumentar os preços dos seus produtos para compensar o investimento.

Vendendo os produtos aos grandes varejistas a um preço maior, os varejistas ainda precisam ter lucro sobre este valor de custo dos produtos. O que aumenta significativamente o preço para o consumidor final.

Já os atacarejos, não exigem esta verba, pois o objetivo final é vender e obter lucro.

Por isso, os compradores dos grandes atacados pedem desconto no preço de compra dos produtos, e não a Verba de Fornecedor.

Os fabricantes durante anos procuraram uma forma de "aliviar" estas verbas e realmente focarem no objetivo de vender seus produtos a um preço competitivo, e vemos hoje que o tempo se encarregou disso.

Se os varejistas não abaixarem os preços, cada dia mais as pessoas deixarão de comprar nestes, elevando as compras nos atacarejos e mercadinhos de bairro, fazendo com que os varejistas deixem de ser o principal canal para o fabricante.

Há alguns anos atrás o Carrefour já percebeu isso, criando um novo segmento de rede supermercadista, o Carrefour Bairro.

Modelo de supermercado bairrista que não sei se irá durar muito, caso a rede continue a pedir a Verba de Fornecedores.

Uma excelente forma de acabar ou pelo menos diminuir a Verba de Fornecedor, é o fabricante contratar gente especializada para a promoção dos produtos no PDV; assegurar a divulgação do (s) produto (s) nos grandes meios de comunicação, investindo para que ocorra um giro rápido dos produtos nas gôndolas e no estoque dos varejistas, assegurando novos e maiores pedidos; desenvolver um planejamento estratégico para cada conta varejista, desenvolvendo o calendário de ações promocionais junto ao Trade Marketing e realizando ações diferenciadas da concorrência.

A Verba de Fornecedor precisa parar de ser uma "mania" dos varejistas, para ser uma ferramenta de estratégia dos fabricantes.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS









terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Doux Frangosul - Boicote de Fornecedores


A Doux Frangosul, terceira maior fabricante de carnes do país, passa por dificuldades e eleva a queda nas vendas para o mercado externo no ano de 2010.

O índice de queda em 2010 chegou em 3,4%.

Após 10 anos dando alegrias e cerca de 2 bilhões de reais à matriz da Cia por ano, a filial brasileira Doux Frangosul pode ter seu fornecimento de frango cortado.

Cerca de 100 criadores entregaram à diretoria da fábrica no Rio Grande do Sul um comunicado anunciando a suspensão do fornecimento de frangos por um período de 60 dias.

A decisão foi tomada pois os criadores de aves não recebem pagamento desde o mês de outubro de 2010.

O fato do não pagamento aos criadores se explica pela crise dos derivativos cambiais em 2008, quando a Doux Frangosul iniciou sua crise financeira interna.

Além da crise com os criadores de aves, a Doux Frangosul também enfrenta grandes desafios com os fornecedores de grãos, utilizados na produção da ração das aves. Estes não recebem a 60 dias.

Durante esta crise, parte da criação de suínos também foi afetada, passando a ser terceirizada.

E em junho de 2010 a divisão de perus foi vendida à Marfrig, pelo montante de R$ 68 milhões; mas que não quitaram a dívida atual da empresa com seus fornecedores, estimada em R$ 10 milhões.

Após estas mudanças, aguardamos a recuperação da Doux no Brasil, encarando a concorrência de frente, oferecendo produtos de excelente qualidade como a marca LeBon, e recuperando-se da intensa crise financeira que afeta a Cia nos dias atuais.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Wal-Mart é Preço Baixo Todo Dia - Nova estratégia para ganhar o mercado brasileiro



Fugindo das tradicionais promoções de dias de semana, o Wal-Mart tenta reproduzir no Brasil a já consagrada estratégia realizada no México, onde possui sua maior participação de mercado fora dos EUA.

A partir de hoje, o Wal-Mart não atua mais com saldões em sua rede de supercenters, e lança a estratégia de ter o melhor preço, em todos os produtos, durante todos os dias da semana.

O recado da nova estratégia na TV brasileira fica por conta de Marília Gabriela, jornalista e atriz.

A garantia dos preços baixos é devida a uma renegociação com os fornecedores, onde o Wal-Mart aumenta as verbas promocionais conseguindo maiores descontos.

Estes descontos, ao invés de serem considerados como lucro pela rede, serão agora revertidos em desconto aos clientes.

Boa estratégia lançada pela rede após a massificação das promoções semanais.

Quarta é dia de Feira! Quinta é o dia da Carne! Esta estratégia não "roda" mais no Wal-Mart Brasil.

Agora no Wal-Mart é dia todo dia.

Vamos esperar agora a reação dos concorrentes, que provavelmente devem captar a mensagem, baixar seus preços, e acabar copiando a estratégia para tentar pausar o crescimento da rede e tentar ganhar uma maior fatia deste mercado.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS

sábado, 9 de maio de 2009

Kraft Foods - Venda cai e lucro sobe


A companhia norte-americana de alimentos Kraft Foods divulgou ontem uma redução de 6,5% na receita líquida, comparada a mesmo período do ano anterior, para US$ 9,4 bilhões. O principal impacto veio do dólar mais forte, o que reduz o valor das vendas feitas fora dos Estados Unidos. A Páscoa, em abril, também influenciou o desempenho do primeiro trimestre, já que no ano passado a data caiu em março.

A receita orgânica, medida que exclui as flutuações de câmbio, aquisições e outros investimentos, teve um crescimento de 2,3%.

Os lucros tiveram alta de 10%, impulsionados pelo aumento nos preços, corte de custos e pelos consumidores que estão comendo em casa com maior frequência para economizar dinheiro.

Os lucros foram de US$ 662 milhões, ou US$ 0,45 por ação, comparado a US$ 601 milhões, ou US$ 0,38 por ação, um ano antes.

Além disso, visando economizar, os consumidores estão comprando produtos mais baratos, caso dos itens que representam uma margem maior para a Kraft, informou a maior companhia de alimentos da América do Norte. Entre as marcas da Kraft estão os biscoitos Oreo, os chocolates Milka e os sucos Tang.
Nos últimos anos a Kraft veio reduzindo os custos de produção, enquanto também ampliava os gastos em publicidade e desenvolvimento de produtos.

De acordo com a empresa, a margem de lucro subiu 2,9 pontos percentuais, para 13,5%, devido aos cortes de custo e a eliminação de linhas de produtos menos lucrativas durante o trimestre.
Para 2009, a Kraft espera um ganho de US$ 1,88 por ação, com uma receita orgânica 3% maior.
Este case ilustra e confirma muito bem o que eu sempre disse em alguns artigos anteriores: Não basta somente vender! É preciso saber vender!
Um grande abraço,
Arthur Santos

terça-feira, 5 de maio de 2009

Wal-Mart abre loja ecoeficiente em São Paulo


Hipermercado, localizado no bairro do Morumbi, tem energia solar, equipamentos de material reciclado, reuso de água e descarga a vácuo nos banheiros.
A primeira loja ecoeficiente da rede Wal-Mart em São Paulo abrirá suas portas aos consumidores no próximo dia 28, no Morumbi. Segundo hipermercado da rede no Brasil a adotar mais de 60 iniciativas sustentáveis – o primeiro foi inaugurado no ano passado, no Rio de Janeiro – o Wal-Mart Morumbi terá gestão ambientalmente responsável de resíduos sólidos, energia e água, além do uso de materiais reciclados ou de origem certificada, áreas verdes, vagas especiais no estacionamento e treinamento de pessoal para a sustentabilidade. Todo o processo de construção da loja obedeceu a regras de respeito ao meio-ambiente.

A loja deve consumir 25% menos energia e 40% menos água. Para isso, foram desenvolvidas iniciativas como a iluminação com lâmpadas LED no estacionamento, fluorescente modelo T5 na área de vendas e o aproveitamento da luz natural, a reutilização de água de chuva no sistema de irrigação e a implementação de descarga a vácuo nos banheiros.

Resíduos Sólidos
A gestão ambientalmente responsável de resíduos sólidos vem sendo aplicada na loja desde que o prédio começou a ser construído. Os operários que trabalharam na obra receberam orientação sobre o descarte de materiais e tinham à disposição estações de coleta seletiva para papel, vidro, plástico e metal. Os tapumes utilizados na construção, fabricados a partir de materiais reciclados, foram destinados à reutilização em outras obras.Depois que a loja for inaugurada, os consumidores poderão depositar seu lixo doméstico na estação de reciclagem desenvolvida em parceria com a Coca-Cola, que, além de contêineres para o descarte de metal, vidro, papel e plástico, inclui coletores de garrafas de vidro, pilhas e baterias. As garrafas poderão ser depositadas no coletor disponibilizado em parceria com a DIAGEO – fabricante de bebidas como Smirnoff e Johnnie Walker – e as pilhas e baterias serão recolhidas no coletor implementado pelo Wal-Mart em conjunto com a Motorola. Os funcionários da loja também farão o descarte apropriado de resíduos sólidos da própria unidade, tema sobre o qual receberam intenso treinamento.

Isso mostra também a contribuição das grandes empresas como a Coca Cola, Diageo do Brasil e Motorola para com o meio ambiente.
A Diageo posso falar bastante, pois atuei com as marcas da empresa e sempre foi uma empresa correta que apoiava e continua apoiando ações de cunho social e que contribuem para a preservação do meio ambiente. Parabéns à Diageo do Brasil pela iniciativa.

Energia
A eficiência no consumo de energia é um dos principais objetivos da loja do Morumbi. Externamente, o poste de luz da entrada do estacionamento é alimentado por uma placa de energia fotovoltaica, que converte a radiação solar em energia elétrica, economizando de 50 kWh por mês, equivalente ao que uma família de quatro pessoas consome durante uma semana. Na área interna, a intensidade da iluminação no salão de vendas foi reduzida em 7%, de acordo com as normas nacionais e sem prejuízo à visibilidade. Neste ambiente, e também nas áreas administrativas, foram utilizadas as lâmpadas fluorescentes T5 (economia de 27 kWh por lâmpada), mais eficientes no consumo de energia e desenvolvidas em parceria com a Philips, que teve início em meados do ano 2000. Cada lâmpada consome metade da energia de uma fluorescente convencional (110W) e, ao longo de um ano, a economia de energia de uma única lâmpada é suficiente para abastecer 65 casas com 4 pessoas por um dia.No teto do salão de vendas, claraboias maximizam a utilização da luz natural, medida que, em conjunto com a dimerização da iluminação artificial (controle da intensidade, conforme a quantidade de iluminação natural disponível), contribui para a redução no consumo de energia. Nos estacionamentos, foram adotadas as lâmpadas LED, que duram mais e consomem até 50% menos energia que as lâmpadas fluorescentes convencionais e foram desenvolvidas em parceria com a Stillux, empresa nacional. As medidas de eficiência energética incluem ainda lâmpadas LED nos refrigeradores com porta (economia de 10,75 kWh/mês) e o Sistema de Gerenciamento de Energia, pelo qual são monitorados e controlados o sistema elétrico da loja e as cargas de ar condicionado, refrigeração e iluminação (o sistema determina como e quando os equipamentos devem ser acionados).Já o sistema de refrigeração trabalha com gases e fluidos que não agridem a camada de ozônio e não contribuem para o aquecimento global. Além disso, o calor gerado pelos motores é reaproveitado para pré-aquecer a água utilizada nos laboratórios (áreas em que são preparados carnes e frios), evitando, assim, o uso de 300kg de gás (GLP) ao mês. Nas câmaras frigoríficas, as portas de correr têm fechamento automático, o que ajuda a evitar a perda de frio para o ambiente externo.

Água
A eficiência no uso da água também é um diferencial no Wal-Mart Morumbi. Os mictórios não terão descargas de água, pois possuem um sistema a seco para destinação dos dejetos (um mictório tradicional utiliza 3,5 litros por descarga acionada). Os vasos sanitários contarão com descargas a vácuo, semelhantes às usadas em aeronaves, que reduzem o volume de água por descarga, o qual varia entre 0,8 e 1,5 litro (em vasos comuns, o volume utilizado pode variar entre 6 e 15 litros).O sistema de irrigação das áreas verdes da loja utilizará água da chuva tratada e os lavabos contarão com torneiras de fechamento automático, sistema que economizará mensalmente cerca de mil litros de água por torneira, considerando-se que cada uma seja acionada cem vezes ao dia. As torneiras também possuem aeradores (dispositivo que mistura ar na água) e reguladores de vazão (que limitam o volume de água por acionamento) para contribuir para diminuição do consumo da água, um dos recursos naturais cuja escassez é vista como iminente pelos ambientalistas. Os chuveiros dos vestiários também terão fechamento automático.

Materiais
Os materiais utilizados na construção do prédio também seguem a orientação da ecoeficiência. No revestimento das paredes da peixaria, foram utilizadas pastilhas de vidro com conteúdo reciclado. O piso de toda a loja é de concreto exposto, sem necessidade de revestimento, feito com cimento CPIII, que possui conteúdo reciclado em sua composição. Este cimento foi utilizado para outros itens da obra, em conjunto com aço também fabricado a partir de conteúdo reciclado.As portas internas foram fabricadas com plástico reciclado (ABS e PEAD) e os painéis de comunicação visual possuem 60% de material reciclado em sua composição. A madeira utilizada para a fabricação do mobiliário, por sua vez, tem origem certificada.Nas calçadas, a pavimentação utilizou pneus triturados em sua composição, o que aumenta a sua durabilidade, além de dar um destino a este tipo de material. Na área externa, foram adotadas algumas medidas para a redução da absorção de calor dentro da loja: uma ‘parede verde’ que será coberta por tumbérgia (espécie de trepadeira) na fachada principal, o uso de películas refletivas nos vidros e blocos de isopor (EPS) na composição de uma das paredes laterais. Reduzindo a absorção de calor, estas medidas reduzem também a necessidade do uso de ar condicionado. Além disso, as paredes externas da loja foram pintadas em cores claras – e com tintas à base de água –, por isso refletem melhor o calor externo, colaborando também para a manutenção da temperatura e a redução no consumo de energia pelos aparelhos de ar condicionado.

Áreas Verdes e Estacionamento
No entorno da loja Wal-Mart no Morumbi, foram mantidas durante a construção 16 árvores (ficos e resedás) e plantadas outras 21 (ipês e jerivás). No estacionamento, há vagas para carros flex (19), gestantes (21), carona solidária (10) e bicicletas (10).

Pessoal
Todos os funcionários da loja Wal-Mart no Morumbi receberam treinamento sobre práticas de sustentabilidade, que incluiu orientações para a gestão adequada dos resíduos sólidos – inclusive quanto às exigências junto aos fornecedores responsáveis pela coleta e pela destinação final do lixo – e mobilização para o engajamento social e ambiental. Os funcionários estão aptos a informar o cliente sobre as iniciativas em visitas monitoradas à loja.

Sacolas
A exemplo das outras lojas da rede, o Wal-Mart Morumbi incentivará o uso das sacolas retornáveis e a redução do consumo de sacolas plásticas. Para isso, haverá ampla exposição na loja das sacolas retornáveis e de informações sobre os impactos do plástico no meio ambiente. O uso das sacolas retornáveis será incentivado também nos caixas, que terão “puxa-sacos” para acondicionar as sacolas plásticas, em medida para desestimular o consumidor a embalar suas compras com muitas sacolas. Todas as ações referentes às sacolas plásticas visam atingir a meta de redução de 50% do uso de plástico em todas as lojas da rede até 2013.

Produtos
A preocupação com a sustentabilidade está também nas gôndolas, onde os produtos de marca própria do Wal-Mart trazem diferenciais de responsabilidade sócio-ambiental. São exemplos o cobertor de PET reciclado, produtos cujas embalagens são confeccionadas com 50% de PET reciclado, embalagens que possuem a certificação do FSC (Forest Stewardship Council) e embalagens reduzidas, bem como os mais de 1,5 mil produtos orgânicos comercializados pela rede.

Responsabilidade Social
A nova loja do Morumbi, como as demais lojas Wal-Mart, integra os programas Dia na Comunidade, Wal-Mart Boas Ações e Banco de Alimentos, este último realizado em parceria com o programa Mesa Brasil, do SESC SP. Além disso, o Instituto Wal-Mart apoia dois projetos sociais da comunidade próxima à loja: o projeto Casa do Zezinho, que atua na profissionalização de jovens, e o Aldeia do Futuro, que apoia um grupo produtivo de mulheres. O objetivo do Instituto Wal-Mart é promover o autodesenvolvimento para as pessoas viverem melhor.

Parabéns pela iniciativa pioneira do Wal-Mart e que outras empresas continuem fazendo sua parte para contribuir com a melhoria e a conservação do meio ambiente.

Um grande abraço,

Arthur Santos

sábado, 2 de maio de 2009

Mabel abrindo novos horizontes


São 55 anos de marca reconhecida de biscoito. Mas a Mabel quer seu horizonte para além das bolachas. Em três anos, e com investimentos de R$ 40 milhões, quer se tornar uma indústria de alimentos. Ela já contratou uma pesquisa de elasticidade de marca para determinar quais categorias seriam compatíveis, mas previamente consideram bolos e massas secas.
O diretor-presidente da empresa, Vicente Barros, diz estar com o pé no acelerador, só controlando a velocidade. "Desde setembro, quando a crise estourou, adotamos uma forte política de corte de custos e renegociação com fornecedores. Dispensamos alguns funcionários e conseguimos reduzir o preço da farinha de trigo em 7%. Isso nos permitiu fechar o ano com um crescimento de 24%." Assim, diz ele, com a "lição de casa feita", deram continuidade ao plano de expansão de crescer dois dígitos até 2014.

Só para este ano eles recompuseram o quadro com a contratação de 100 funcionários e estão lançando 13 produtos, entre eles biscoitos com 12% mais de recheio e amanteigados. Com uma verba de marketing 20% maior que 2008, vão investir R$ 12 milhões, o que inclui uma campanha institucional em todo Brasil. Ampliaram as linhas de produção das fábricas de Aparecida de Goiânia (GO) e Três Lagoas (MS) com um aporte tecnológico de R$ 12 milhões. "Impulsionado pelos novos recheados já alcançamos um crescimento de 15% esse ano. Não registramos a retração medida pela Nielsen no setor. Um pacote de biscoito custa menos de R$ 1, é uma indulgência que as pessoas continuam se permitindo."

Pela pesquisa Nielsen de março, a Mabel seria a sétima maior fabricante de biscoitos do Brasil. "Se o Centro-Oeste e o Norte entrassem nas pesquisas, mercados onde crescemos muito, subiríamos algumas posições neste levantamento." Segundo Barros, a logística da empresa -com fábricas posicionadas próximas às regiões do país - é um fator que agiliza a entrega e torna seus preços mais competitivos.

Outro ponto que Barros ressalta como determinante no bom desempenho da Mabel é seu conselho administrativo com três acionistas e quatro consultores independentes - como o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, e o ex-presidente dos biscoitos Aymoré, Marco Antonio Torres. "A independência administrativa nos dá mobilidade para mudar rápido em uma economia volátil como a atual." O faturamento da companhia em 2008 foi de R$ 480 milhões.

Um grande abraço,

Arthur Santos


Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 1 de maio de 2009

CONSUMO: Tempo bom para o fast food


Entre os mercados que mais cresceram recentemente junto com a economia, poucos parecem ter exibido tanto vigor quanto o de franquias de alimentação. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Franquias, no ano passado o número de redes de fast food chegou a 280 no país - o maior entre todas as redes de franquia. Essas cadeias faturaram 9 bilhões de reais em 2008 - 170% mais que há nove anos. Em grande parte, essa explosão foi nutrida pelo maior poder aquisitivo das camadas populares. Do outro lado do balcão, este parece ser um bom momento para planejar a abertura de novos pontos. Nos últimos meses, aumentaram os interessados no setor. Boa parte é formada por gente do mercado financeiro que perdeu o emprego, mas tinha um bom pé-de-meia. Outros são investidores que tiraram o dinheiro de aplicações financeiras. "O volume de pessoas em busca de assessoria para abrir uma franquia dobrou desde o início do ano", diz a consultora Cláudia Bittencourt. Outra consequência é a melhoria de nível dos interessados. Dois anos atrás, os executivos do grupo Cherto analisavam em média 220 candidatos até encontrar um qualificado para as redes que eles representam. Neste ano, um em cada 48 atinge as exigências. Por essas razões, empreendedores como os que figuram nas próximas páginas não suspenderam os planos de expansão para 2009.
Quem tiver dinheiro e souber aproveitar a onda irá lucrar bastante, e ainda, poderá virar empreendedor em um grande negócio que cresce cada dia mais no Brasil.

Um grande abraço,

Arthur Santos

Fonte: Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação

quinta-feira, 30 de abril de 2009

DIA amplia sua rede para 14 lojas na região de Ribeirão Preto-SP


A rede Dia amplia sua presença na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, com a abertura de mais duas unidades, em Cravinhos e Serrana.

A partir deste mês, a varejista contará com 14 lojas nessa região do Estado, apontada como a mais promissora em crescimento econômico.

A loja de Cravinhos, inaugurada no dia 25 de abril, gerou 15 novos empregos e tem 472 metros quadrados de área de vendas, seis check-outs e estacionamento para 38 veículos. O endereço é Rua Tiradentes, 836, no centro da cidade.

Já nesta quinta-feira (30 de abril), os moradores de Serrana ganharão mais uma opção de compras. O ponto de venda, localizado à Rua Luiz Antonio de Matos, 170, no Jardim Boa Vista, possui área de vendas de 520 metros quadrados, seis check-outs e estacionamento que abrigará 33 veículos.

O Dia, bandeira do grupo francês Carrefour conhecida pela operação de supermercados populares, tem hoje no Brasil 320 lojas, que atendem mais de sete milhões de clientes por mês. A rede está presente em mais de 50 municípios no Estado de São Paulo: capital e Grande São Paulo, litoral sul e nas regiões de Campinas, São José dos Campos e Ribeirão Preto.

Boa sorte para as novas lojas Dia, e sucesso aos seus colaboradores!

Um grande abraço,

Arthur Santos


Fonte:Portal Apas

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Crise no setor de Bebidas e Alimentos - 2009 -


A crise econômica deve afetar as vendas das fabricantes de bebidas e alimentos este ano. Apesar da previsão de alta das vendas reais e da produção, o crescimento deve ser menor em 2009 em relação ao observado em 2008, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia). O faturamento nominal das empresas fechou o ano passado em cerca de R$ 265 bilhões, de acordo com previsões da entidade, em relação aos R$ 230 bilhões de 2007, quando cresceu 10%. Descontada a inflação de 16,69% registrada até novembro de 2008, o crescimento real deve ficar um pouco acima de 2%. Em 2007, o crescimento real das vendas foi de 2,9%. Para este ano, a expectativa é fechar o ano com crescimento real das vendas entre 1,4% e 2%."Não foi um ano ruim. Foi um ano considerado bom dado o tamanho da crise", afirmou Denis Ribeiro, coordenador do departamento de economia da Abia.Apesar do otimismo do economista, 2008 foi o segundo ano consecutivo em que as vendas reais cresceram abaixo da estimativa da associação. Em 2007, a previsão inicial era crescer até 4% e no início de 2008 a expectativa de crescimento girava em torno de 3,5%. Nos dois anos, o principal vilão das vendas foi o índice inflacionário. "Em semielaborados (arroz, feijão, leite, entre outros), por exemplo, tivemos um ano de muita oscilação", explicou Ribeiro. Com base em dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Ribeiro informou que no acumulado de 2008 até novembro a inflação dos semielaborados alcançou 13%. Em doze meses até novembro de 2008, a alta chega a 18,7%.Nos industrializados, a alta dos preços ficou um pouco abaixo: 8,6% no acumulado de 2008 até novembro e 9,6% nos doze meses até novembro.

Produção

A produção das indústrias da alimentação fechou 2008 com alta de 5% no ano passado, segundo estimativas da Abia. Para 2009, o crescimento do volume de produção deve se um pouco menor e ficar entre 2,5% e 3,5%. Segundo Ribeiro, a desaceleração das economias dos países desenvolvidos deve impactar nas vendas das fabricantes de alimentos no Brasil. "Eles (os países desenvolvidos) representam cerca de 50% do consumo mundial", disse o economista. "Além disso, temos uma desaceleração do crescimento nos mercados emergentes", afirmou. Segundo ele, os emergentes representam 25% do consumo mundial de alimentos.Diante de um cenário de desaceleração global, as exportações podem ser afetadas. De acordo com Ribeiro, cerca de um quarto da produção de alimentos no Brasil é exportada. "Vamos ter dificuldades, mas de alguma forma temos os mercados emergentes para exportação", disse. "Resta saber como vai se comportar os outros três quartos que representam o mercado interno", afirmou.Para conseguir enfrentar os piores momentos da crise, que Ribeiro acredita que será amenizada a partir do segundo semestre deste ano, as empresas devem "trabalhar diluindo custo fixo, não formar estoques, ter uma programação de produção enxuta e acompanhar as vendas"."Este será um ano difícil, mas vai dar para remar", concluiu o economista.

Apoio de texto: Gazeta Mercantil