
terça-feira, 26 de abril de 2011
Boas oportunidades? Fora do Brasil.

quinta-feira, 17 de março de 2011
Cervejaria Colorado aposta no aquecimento do mercado
A Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto - SP, acaba de anunciar a contratação do Mestre Cervejeiro João Becker, criador da cerveja de gengibre RugBeer O'Driscoll, de Belo Horizonte-MG.sexta-feira, 11 de março de 2011
A CBBP é a mais nova cervejaria brasileira

quarta-feira, 9 de março de 2011
A Garota Devassa não bebe cerveja!

Após quase um ano à espera da nova campanha da cerveja Devassa, eis que surge SANDY, a nova Garota Devassa!
quinta-feira, 3 de março de 2011
GRUPO PETRÓPOLIS lança vodka Blue Spirit
Com uma logomarca que podemos chamar de perfeita e que lembra as iniciais de "Grand Prix", o Grupo Petrópolis criado em 1994 por Walter Faria está sempre antenado e disposto a criar novos produtos, investindo fielmente naquilo em que acredita, e muito mais - saindo na frente da concorrência.sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Indústria de Cervejas no Brasil - Inovar é a chave do negócio
No ano passado o mercado de cervejas registrou um crescimento de 15%, e para acompanhar esse ritmo as principais empresas do setor fizeram vários investimentos, dos quais posso citar a compra da FEMSA pela Heineken, o lançamento da cerveja Devassa pela brasileira Schincariol, o fechamento da parceria entre Sab Miller e a ImportBeer no Rio Grande do Sul, o lançamento da Skol 360 e a chegada da Budweiser no Brasil pela AMBEV, dentre outros.A Petrópolis continua investindo vigorosamente em suas campanhas de marketing, ampliando mercado com suas principais marcas, Itaipava e Crystal; mas com certeza a equipe técnica cervejeira está em off desenvolvendo alguma novidade para que brevemente esteja no mercado.
A Petrópolis hoje é a segunda do ranking no Brasil, seguida pela Schincariol, que perdeu severamente seu mercado entre os anos de 2008 e 2010.
Aproveitando o ótimo crescimento na participação de mercado e a eficiência logística da empresa, a Petrópolis fez bem em lançar o TNT Energy Drink no Brasil.
Hoje é uma das marcas de energéticos que mais cresce no país, disputando as prateleiras com Burn, da Coca-Cola, Red Bull, entre outros.
A marca já chegou inovando, lata red and black com as letras TNT impressas com tinta especial que brilham na “luz negra”, famosa lâmpada “berinjela”.
Após a compra da mexicana FEMSA, a Heineken chega de vez no Brasil como patrocinadora oficial do Rock in Rio, que será realizado em setembro deste ano no Rio de Janeiro.
Susto nas concorrentes?
A Heineken vai chegar com todo “poder de fogo” necessário para bloquear a participação de mercado da Budweiser no Brasil?
Em se tratando da AMBEV, a empresa investiu em talentos, quase dobrando o número de contratações realizadas em 2009, para acompanhar este crescimento.
Foram criadas mais de 1900 vagas durante o ano, encerrando 2010 com um total de 29.000 colaboradores, sendo que boa parte das vagas foram preenchidas pelos integrantes do programa de trainees da Cia.
A AMBEV é líder de mercado no Brasil, participação que é expressa na casa dos 70%.
Destes, 32% referem-se somente à participação da marca Skol, líder no mercado brasileiro e líder em inovação para atrair os consumidores mais jovens.

A Skol foi a primeira marca a lançar uma embalagem transparente; depois vieram a garrafa big neck de 500ml, a latinha de 269ml que gela “rapidinho” e podemos chamá-la de shot; e a pouco tempo a recém-lançada Skol 360 que promete não te deixar estufado.
Além das inovações em embalagens posso citar o evento Skol Beats, um dos maiores eventos de música eletrônica promovidos no Brasil e o patrocínio oficial da transmissão de shows ao vivo pelo You Tube. No caso do Skol Beats, o evento foi exportado até para a Argentina e Paraguai, mas dessa vez levando o nome de Brahma Beats, devido a elevada participação de mercado da cerveja Brahma nestes países.
Como o foco da marca Skol fica na faixa etária de 18 a 25 anos, INOVAÇÃO é palavra-chave para sua sobrevivência em um mercado que movimenta anualmente 56 bilhões de reais e que só tende a aumentar.
Desculpe-me por ser redundante, mas como eu já disse em artigos anteriores: “2011 será um ano “difícil” para os executivos do mercado cervejeiro no Brasil”.
Falo “difícil” no sentido de terem foco para o desenvolvimento de estratégias de mercado, sabendo passar o pensamento estratégico para que os profissionais da ponta desenvolvam o trabalho.
Agora é aguardar...
Um grande abraço,
ARTHUR SANTOS
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
SAB MILLER no Brasil - Estratégias bem alinhadas para 2011
A anglo-africana Sab Miller, segunda maior cervejaria do mundo, está de olho no Brasil, e não é de hoje.Como parte de uma estratégia bem traçada, no ano passado (2010) a empresa fechou a compra da Cervejaria Isenbeck na Argentina, focando sua expansão de mercado na América Latina.
Inicialmente, a Sab Miller pretende fornecer a cerveja argentina para o Sul do Brasil, Paraguay e Uruguay.
A fábrica fica localizada próxima a Buenos Aires e tem capacidade de produção de 1,2 milhões de hectolitros por ano.
Desde o ano passado a empresa vem conversando com as brasileiras Petrópolis e Schincariol, mas no caso da Petrópolis a negociação não terminou como se esperava; e quanto a Schincariol, a negociação nem decolou, pois a família não quer perder o poder dentro da empresa.
Após intensas negociações e nenhum acordo, surge o “plano B” da Sab Miller para 2011.
Fazer parceria com uma importadora de bebidas brasileira para inserir marcas e manter a participação de mercado no Brasil, antes de fazer uma grande aquisição no país.
Com a compra da FEMSA pela Heineken, Budweiser chegando pela porta da frente, Sab Miller criando estratégias para entrar de vez no Brasil, Petrópolis aumentando sua participação de mercado com Crystal e Itaipava, Schincariol tentando alavancar maior participação após grande perda de mercado em 2009 e 2010; acho que 2011 será um ano de bastante trabalho para os executivos do mercado cervejeiro no Brasil, tendo em vista a grande variedade de marcas disponíveis aos consumidores.

SAB MILLER, seja bem-vinda ao mercado brasileiro!
A concorrência estimula a criatividade, além de diminui o preço dos produtos ao consumidor final.
Um grande abraço,
ARTHUR SANTOS
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
"Be There" - Diageo reforça a marca Smirnoff em 2010

A Diageo fecha 2010 com o maior investimento em produção e comunicação de marca dos últimos tempos. A companhia não afirma valores, mas a verba destinada para sua marca Smirnoff em 2010 supera em 35% os investimentos realizados no ano passado.
Segundo alguns dados Nielsen, a Diageo faturou em 2009 R$ 1 bilhão e com um crescimento médio de 14% em volume nos últimos anos. O faturamento esperado em 2010, somente com a marca Smirnoff fica em R$ 560 milhões.
Hoje, somente a vodka no Brasil abraça 50,8% do mercado, sendo responsável por 30% do volume consumido em todo o país.
A Diageo iniciou no ano passado uma nova plataforma de comunicação - a "Be There", e em outubro deste ano iniciou a maior ação já realizada pela companhia, e que só no Brasil, consumiu 90% da verba de marketing.
A estratégia foi utilizar o Facebook para a "galera" dar sugestões sobre a vida noturna na sua cidade, estado ou país. Após isto, será feito o sorteio de uma festa à moda do lugar onde mora a pessoa que vencer a promoção.
Apesar de incluir todas as tradicionais mídias na divulgação dessa iniciativa, TV, rádio, jornal e revista , a marca tem o meio digital como principal ferramenta para atingir seu público-alvo.
Agora, quais serão as estratégias da Skyy Vodka e Absolut para barrar a popularização e crescimento da marca Smirnoff? E as demais marcas?
Abraços,
ARTHUR SANTOS
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
O Futuro da Schincariol

Recapitulando: "A estratégia de R&S da empresa está falida! Vocês estão exigindo um perfil de profissional não condizente para as vagas; e mais, boatos de que hoje ocorrem "vendas" de vagas para parentes e amigos mais próximos nos DP's. Isso não é profissionalização da empresa. Profissionais de RH sem a mínima capacidade de fazer uma entrevista, quanto mais uma seleção! O RH está escolhendo por curso superior completo e não por competência, motivação e capacidade do profissional. Entre outros."
Até e-mail ao Adriano Schincariol, Gilberto Schincariol, Fernando Terni (Ex-Presidente), Marcel Sacco (Ex-Diretor de Marketing) eu havia enviado, mas não deram "bola" ao que eu tinha a dizer. Aliás, apenas o Marcel Sacco me respondeu o e-mail, dizendo que já estava tomando providências para corrigir as falhas, que agradecia minhas informações e concluiu dizendo que a Schincariol precisava de gente nova, mente aberta, com atitudes como as minhas, e que ficaria honrado se um dia eu eu viesse a fazer parte do Grupo.
Bom Marcel, falta de tentar não foi!
Foram apenas 13 processos de seleção em 2008, e 2 processos no ano de 2009 (risos) em diversas regiões do Brasil e para vários cargos; e até hoje, 10 de dezembro de 2010, nem resposta do DHO eu recebi.
Desde 2008 vários cortes de pessoal foram feitos da presidência até a equipe de vendedores. Reestruturação? Não. Corte de custos, frente a crise mundial de 2008 e o péssimo desempenho da Schincariol nas vendas, diminuindo significamente a sua participação de mercado.
A Schincariol fecha 2010 com um saldo extremamente negativo, perdendo mercado para sua principal concorrente, a Petrópolis.
A estratégia de usar a Paris Hilton como "garota propaganda" da Devassa, gastando milhares de reais não deu certo. A participação da marca deverá ficar em 0,2%, dos esperados 1,5% de participação no mercado nacional.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Grife Gianfranco Ferrè lança garrafas estilizadas para Coca-Cola

domingo, 28 de junho de 2009
Antarctica SUB ZERO
Um grande abraço,
Arthur Santos
terça-feira, 5 de maio de 2009
AmBev é a primeira empresa do setor a instalar contadores de produção

quinta-feira, 30 de abril de 2009
Cinco diretores já deixaram a Schincariol neste ano

A baixa mais recente é a de Marcos Cominato, ex-diretor de recursos humanos da Schincariol, que assumiu nesta semana o mesmo posto na fabricante de eletrônicos LG para a América Latina.
Gino Di Domenico, diretor de operações, tornou-se subordinado de Gilberto Schincariol, vice-presidente de operações da empresa.
Na época do afastamento de Terni, após dois anos no cargo, Adriano Schincariol enviou um comunicado dizendo: “A economia e o mercado enfrentam um momento de grande volatilidade. Por isso resolvemos estar mais próximos do dia-a-dia do negócio.”
Com a saída de Cominato, penso que as estratégias e políticas de RH devem ser revistas, pois a empresa precisa de fôlego para crescer, profissionais competentes que realmente vistam a camisa da empresa, que lutem para a melhoria contínua e o crescimento de mercado. O poder dado hoje aos profissionais do DHO da Schincariol também precisa ser revisto, principalmente em se tratando dos DP's e regionais.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Schincariol tem prejuízo de R$ 132 milhões em 2008

Vamos recuperar SCHINCARIOL!!!
Vamos diminuir as bonificações, aumentar a expressividade em eventos, lutar para manter os revendedores atuantes e rezar para que eles não mudem para a Itaipava logo logo.
Um grande abraço!
Arthur Santos
quinta-feira, 16 de abril de 2009
A Crise no setor de Bebidas e Alimentos - 2009 -

A crise econômica deve afetar as vendas das fabricantes de bebidas e alimentos este ano. Apesar da previsão de alta das vendas reais e da produção, o crescimento deve ser menor em 2009 em relação ao observado em 2008, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia). O faturamento nominal das empresas fechou o ano passado em cerca de R$ 265 bilhões, de acordo com previsões da entidade, em relação aos R$ 230 bilhões de 2007, quando cresceu 10%. Descontada a inflação de 16,69% registrada até novembro de 2008, o crescimento real deve ficar um pouco acima de 2%. Em 2007, o crescimento real das vendas foi de 2,9%. Para este ano, a expectativa é fechar o ano com crescimento real das vendas entre 1,4% e 2%."Não foi um ano ruim. Foi um ano considerado bom dado o tamanho da crise", afirmou Denis Ribeiro, coordenador do departamento de economia da Abia.Apesar do otimismo do economista, 2008 foi o segundo ano consecutivo em que as vendas reais cresceram abaixo da estimativa da associação. Em 2007, a previsão inicial era crescer até 4% e no início de 2008 a expectativa de crescimento girava em torno de 3,5%. Nos dois anos, o principal vilão das vendas foi o índice inflacionário. "Em semielaborados (arroz, feijão, leite, entre outros), por exemplo, tivemos um ano de muita oscilação", explicou Ribeiro. Com base em dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Ribeiro informou que no acumulado de 2008 até novembro a inflação dos semielaborados alcançou 13%. Em doze meses até novembro de 2008, a alta chega a 18,7%.Nos industrializados, a alta dos preços ficou um pouco abaixo: 8,6% no acumulado de 2008 até novembro e 9,6% nos doze meses até novembro.
Produção
A produção das indústrias da alimentação fechou 2008 com alta de 5% no ano passado, segundo estimativas da Abia. Para 2009, o crescimento do volume de produção deve se um pouco menor e ficar entre 2,5% e 3,5%. Segundo Ribeiro, a desaceleração das economias dos países desenvolvidos deve impactar nas vendas das fabricantes de alimentos no Brasil. "Eles (os países desenvolvidos) representam cerca de 50% do consumo mundial", disse o economista. "Além disso, temos uma desaceleração do crescimento nos mercados emergentes", afirmou. Segundo ele, os emergentes representam 25% do consumo mundial de alimentos.Diante de um cenário de desaceleração global, as exportações podem ser afetadas. De acordo com Ribeiro, cerca de um quarto da produção de alimentos no Brasil é exportada. "Vamos ter dificuldades, mas de alguma forma temos os mercados emergentes para exportação", disse. "Resta saber como vai se comportar os outros três quartos que representam o mercado interno", afirmou.Para conseguir enfrentar os piores momentos da crise, que Ribeiro acredita que será amenizada a partir do segundo semestre deste ano, as empresas devem "trabalhar diluindo custo fixo, não formar estoques, ter uma programação de produção enxuta e acompanhar as vendas"."Este será um ano difícil, mas vai dar para remar", concluiu o economista.
Apoio de texto: Gazeta Mercantil
domingo, 11 de janeiro de 2009
Cervejaria Petrópolis - Em pleno vapor

Em números:
A meta da Cervejaria Petrópolis para este ano, é terminar o mês de dezembro encostada na Schincariol, que é a 2º cervejaria no Brasil em termos de participação de mercado.
* Fonte: IstoÉ Dinheiro
Grupo Schincariol

No ano de 2000, Terni foi responsável pelo início das operações da INTELIG (23) no Brasil.
A partir de 2002 foi presidente da Nokia no Brasil por 3 anos consecutivos, e logo depois ocupou a responsabilidade pelas demais operações da empresa em toda a América Latina.
Como presidente do Grupo Schincariol, Terni deixa grandes legados como a ampliação do mix de produtos Schincariol e o crescimento da empresa no setor de cervejas premium.
Desde que assumiu, Fernando Terni não conseguiu fazer a participação de mercado das cervejas Schincariol crescer, permanecendo na 2º posição com cerca de 12%(*) das vendas.
Quem voltou ao comando do grupo foi Adriano Schincariol, que atuou como presidente da empresa antes de Terni.
Um dos maiores problemas enfrentados pela Schincariol é a alta do dólar, que responde diretamente por 65% a 75% dos custos de matéria-prima. A produção de cerveja implica na importação de uma série de produtos, como o malte, além do preço da latinha de alumínio que usa o dólar como referência.
Além da nova gestão, a Schincariol desenvolveu um plano de ação que prevê um grande enxugamento de custos para fazer frente à alta da moeda americana.
O Grupo Schincariol não é a primeira empresa em que o acionista toma iniciativa de retomar suas atividades. O empresário Abílio Diniz também retomou o comando do Grupo Pão de Açúcar após o agravamento da crise.
Quanto ao fato da participação de mercado das cervejas Schincariol ter se mantido na faixa de 12%(*), creio que seja por uma fusão de diversos fatores desfavoráveis ao crescimento da Cia.
Acompanho bastante as notícias e ações de mercado da empresa desde o início de 2008, principalmente no sul de Minas Gerais e no interior de São Paulo, e o que vejo é uma empresa excelente, com fôlego, mas que falta o combustível principal para manter o motor funcionando: o Capital Humano que atua "na ponta", ou seja, nas distribuidoras e revendas.
Ainda falei sobre o Capital Humano no 1º post desse Blog.
O Capital Humano aliado ao Conhecimento não quer dizer que o profissional precisa ter curso superior completo e um diploma de graduação pregado na parede para assumir um cargo na empresa. Trata-se de muito mais do que isso. Trata-se de ter determinação, as habilidades e os conhecimentos necessários para exercer a atividade.
A empresa precisa de líderes de vendas "nas pontas" para impulsionar o consumo e a venda desses produtos, além de gerenciar a equipe de vendas e marketing para os objetivos estratégicos da empresa em termos de volume e lucratividade. E algo muito maior que isso, controlar e manter os concorrentes afastados na participação de mercado, para que eles não consigam aumentar sua fatia do bolo.
Nos dias atuais, em que os produtos estão cada vez mais parecidos, mais iguais, torna-se uma questão de sobrevivência ter uma equipe de vendas forte, preparada e motivada para vencer nos mercados cada vez mais competitivos.
A contratação certa é fundamental para o sucesso de uma empresa. E se esta etapa for feita de forma errada ou amadora, compromete o resultado de forma significativa e gera mais despesa, pois além de não vender é preciso contratar novamente.
Quando se trata de equipe de vendas, nem sempre o que se fazia no passado dá resultado hoje - e nem sempre o que se faz hoje (e dá resultado) é garantia de sucesso no futuro.
Diploma de curso superior não é garantia de responsabilidade, maturidade, conhecimentos e habilidades.
Como não há mais cliente desinformado, ou alienado, e o mercado e a concorrência mudam com muita rapidez, é preciso fazer com que nossas equipes de vendas sejam pró-ativas e respondam rapidamente às novas necessidades de mercado e a concorrentes cada vez mais bem preparados.
Como já disse o ex-presidente da Schincariol, Fernando Terni: "Temos áreas que são sempre um desafio: RH, econômico e mercado. No RH o desafio é fazer com que os funcionários trabalhem segundo os valores da organização; atrair e reter talentos. Se a pessoa acha que a missão da empresa conflita com o que ela acredita, deve procurar outro emprego. No econômico é manter os investimentos e brigar com a Ásia. E o mercado é a concorrência, o market share" ( Fonte: Carreiras/Empregos)
Aproveitando o que Terni disse sobre o RH, sem dúvida alguma, é um departamento de grande desafio dentro da Schincariol.
A empresa atuava em seus DP's (Distribuidores Próprios) com:
Para melhorar a comunicação entre os níveis, extinguiram o cargo de Supervisor de Vendas, e o antigo Gerente Comercial se tornou o Gerente Regional.
Nessa ocasião os Gerentes de Vendas, com a saída dos Supervisores, tiveram que ir para campo, fazer o trabalho que os antigos Supervisores faziam, ou seja, meter a mão na massa.
Os Gerentes de Vendas estavam acostumados a analisar relatórios, normalmente ficavam no escritório e saíam somente para algumas visitas rotineiras.
Na minha visão, acho que boa parte dos Gerentes de Vendas não estavam preparados para assumir essa tarefa de campo, não estavam aptos a supervisionar vendedores e auxiliá-los nas vendas. Eles sabiam cobrar resultados, porém, quando tiveram que ir para a rua, auxiliar, liderar e alcançar metas em campo, não souberam mais o que fazer.
Neste momento, notamos que nem sempre quem está preparado para liderar, está pronto para meter a mão na massa e fazer.
Boa parte das revendas, distribuidoras independentes da Schincariol continuam atuando com o cargo de Supervisor de Vendas, porém, muitas com resultados ainda a desejar.
Exemplos de boas revendas independentes Schincariol são a Pingo Distribuidora em Feira de Santana-BA e a Nova Distribuidora de Bebidas, de Caldas Novas-GO.
As empresas investem no Capital Humano, investem em infra-estrutura para os profissionais se sentirem motivados para trabalhar.
Sinceramente, para mim, são modelos de distribuidoras Schincariol que deveriam ser seguidos, tanto pelos DP's quanto por outras revendas independentes.
Outra coisa que é notável nos estabelecimentos de mercado, é a pequena participação dos produtos Schincariol nos pontos de venda, principalmente quando falamos de cerveja.Geralmente o PDV da Schincariol é pequeno demais, tem pouca visibilidade, e as laterais estão abarrotadas de marcas concorrentes. Seria necessário fazer uma revisão geral dos aspectos de tematização dos pontos de venda, a fim de estimular a demanda pelos seus produtos.
A Cervejaria Petrópolis é uma das empresas que batem realmente de frente com a Schincariol, e está investindo pesado para ganhar sua participação de mercado. Iniciou na região sudeste do Brasil, depois expandiu substancialmente para a região centro-oeste, e muito breve, após um forte planejamento estratégico, decidiu por iniciar a expansão para as regiões sul e nordeste, começando pelos estados do Paraná, Alagoas e Bahia.
O "Santuário de Lucro", a base sustentadora da Schincariol se encontra no nordeste brasileiro com a Cerveja Nova Schin. É onde a empresa conta com a maior participação de mercado, ganhando até da AMBEV, e onde a Petrópolis pretende fazer os maiores investimentos para ganhar participação de mercado, e dimunuir constantemente a solidez financeira da Schincariol.
Vejo a força dos executivos de marketing, comandados pelo diretor Marcel Sacco, impulsionando excelentes campanhas de TV e promoções de nível nacional. Um bom exemplo é a 2º fase da campanha Pega Leve, o "vírus Pega Leve", e também a promoção "Toda Família Tem Schin" que estimula o consumo dos refrigerantes Schin. Não tenho nem muito o que dizer, é genial!
Mas de nada adianta ter excelentes campanhas, uma diretoria empenhada em fazer a marca crescer, se "nas pontas" o trabalho deixar a desejar.
Como admirador convicto da Schincariol, desejo toda sorte para a empresa neste ano de 2009.Espero que consiga vencer todos os grandes desafios, conquistando ainda mais admiradores e, obviamente, consumidores.
Um grande abraço,
Arthur Santos
(*) Fonte: Portal Exame

