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sexta-feira, 11 de março de 2011

A CBBP é a mais nova cervejaria brasileira

Que seja bem-vinda ao mercado brasileiro a mais nova integrante do setor de bebidas, a Companhia Brasileira de Bebidas Premium.

Criada por 3 investidores pernambucanos, a CBBP aposta em desenvolver a melhor cerveja e as melhores bebidas do país.

Com investimento de R$ 120 milhões de reais, a nova Cia tem uma de suas fábricas instaladas na cidade de Pindoretama, no estado do Ceará - 40 km de Fortaleza. A segunda fábrica da empresa ainda encontra-se em estudo de localização no estado de Pernambuco.

Com capacidade para produzir 1,5 milhão de hectolitros (150 milhões de litros) de cerveja por ano, a empresa inicialmente irá atender somente as regiões Norte e Nordeste do Brasil, posteriormente realizando investimentos para sua instalação nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

A promessa da CBBP no mercado cervejeiro é de produzir a melhor cerveja do Brasil, com a qualidade das cervejarias Premium Artesanais, mas em escala industrial, custando apenas 5% a mais do que uma Pilsen Nacional de escala industrial.
Para cumprir esta promessa, a CBBP aposta no Mestre Cervejeiro Francisco Valverde, com larga experiência no mercado e formação na Döemens Akademie, na Alemanha.

Além das Cervejas Especiais que serão produzidas inicialmente, o portfólio de produtos deverá se estender para Energéticos, Bebidas à base de Soja, Sucos Naturais, Refrigerantes e Destilados, além da terceirização de produção para marcas próprias.

Apesar da não confirmação, existem rumores de que haverá uma nova bebida alcoólica à base de Açaí.

Os investidores e interessados em abrirem distribuidoras da CBBP em seu município ou região deverão investir em torno de R$ 800 mil reais em cada unidade.
Este é um valor estimado pelo departamento comercial da empresa, que levou em consideração toda a infra-estrutura logística, pessoal e administrativa para se abrir e manter uma distribuidora de bebidas.

De acordo com dados divulgados, a empresa irá gerar de início em torno de 400 novos empregos.

A nova marca ainda continua em sigilo, mas em breve ela estará no mercado para competir em um setor extremamente atrativo, dinâmico e excitante - Cervejas ... dentre outras bebidas.

Caso queira saber mais sobre a nova Companhia, acesse AQUI.

O início das atividades está marcado para a 2º quinzena deste mês - março/2011.

À toda equipe CBBP, desejo muito suce$$o e que esta empresa seja mais uma das líderes a disputarem o mercado de bebidas no Brasil!

Garra e Confiança, que todos chegaremos lá!

Um grande abraço!

ARTHUR SANTOS

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Garota Devassa não bebe cerveja!


Após quase um ano à espera da nova campanha da cerveja Devassa, eis que surge SANDY, a nova Garota Devassa!

A-ha vai!
Piada?!
Não. É sério!

Após a derrocada campanha com Paris Hilton, Sandy é a estrela da vez, e promete mostrar seu lado devassa, deixando para trás sua imagem de "anjinha passiva".

Mas isto vai muito além da campanha da Schincariol para a marca.

Sandy está fora dos holofotes desde que deixou a dupla com o irmão Júnior, e esta seria sua mais fácil oportunidade de voltar à tona, chamando atenção e ainda ganhando um cachê de 1 milhão de dólares para a campanha anual da marca Devassa.

A única coisa que esqueceram, foi de avisar ao marketing da Schincariol que ela não gosta de cerveja, assumindo em público, em entrevistas e narrativas, dizendo que gosta de outras bebidas, não de cervejas.

Clique AQUI para ver o vídeo no YouTube

A estratégia de Sandy para voltar à mídia é excelente e está dando certo.
Agora, qual é a estratégia da Schincariol em usar a Sandy como Garota Devassa?

Pela segunda vez consecutiva a marca de cerveja Devassa é tema de comédia em suas campanhas.
Primeiro com Paris e agora com Sandy.

Pessoalmente, apostaria muito mais em Deborah Secco para estrelar a campanha.

Sandy com seu jeito passivo, angelical, de menina comportada, tentando passar o ar de uma garota sapeca e devassa. Faça-me o favor heim!

É a mesma coisa de comprar uma coleira anti-pulgas para uma ave.

Só espero que na próxima campanha da Garota Devassa não escolham Amy Whinehouse.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Indústria de Cervejas no Brasil - Inovar é a chave do negócio

No ano passado o mercado de cervejas registrou um crescimento de 15%, e para acompanhar esse ritmo as principais empresas do setor fizeram vários investimentos, dos quais posso citar a compra da FEMSA pela Heineken, o lançamento da cerveja Devassa pela brasileira Schincariol, o fechamento da parceria entre Sab Miller e a ImportBeer no Rio Grande do Sul, o lançamento da Skol 360 e a chegada da Budweiser no Brasil pela AMBEV, dentre outros.

A Petrópolis continua investindo vigorosamente em suas campanhas de marketing, ampliando mercado com suas principais marcas, Itaipava e Crystal; mas com certeza a equipe técnica cervejeira está em off desenvolvendo alguma novidade para que brevemente esteja no mercado.
A Petrópolis hoje é a segunda do ranking no Brasil, seguida pela Schincariol, que perdeu severamente seu mercado entre os anos de 2008 e 2010.
Aproveitando o ótimo crescimento na participação de mercado e a eficiência logística da empresa, a Petrópolis fez bem em lançar o TNT Energy Drink no Brasil.
Hoje é uma das marcas de energéticos que mais cresce no país, disputando as prateleiras com Burn, da Coca-Cola, Red Bull, entre outros.
A marca já chegou inovando, lata red and black com as letras TNT impressas com tinta especial que brilham na “luz negra”, famosa lâmpada “berinjela”.

Após a compra da mexicana FEMSA, a Heineken chega de vez no Brasil como patrocinadora oficial do Rock in Rio, que será realizado em setembro deste ano no Rio de Janeiro.
Susto nas concorrentes?
A Heineken vai chegar com todo “poder de fogo” necessário para bloquear a participação de mercado da Budweiser no Brasil?

Em se tratando da AMBEV, a empresa investiu em talentos, quase dobrando o número de contratações realizadas em 2009, para acompanhar este crescimento.
Foram criadas mais de 1900 vagas durante o ano, encerrando 2010 com um total de 29.000 colaboradores, sendo que boa parte das vagas foram preenchidas pelos integrantes do programa de trainees da Cia.
A AMBEV é líder de mercado no Brasil, participação que é expressa na casa dos 70%.
Destes, 32% referem-se somente à participação da marca Skol, líder no mercado brasileiro e líder em inovação para atrair os consumidores mais jovens.

A Skol foi a primeira marca a lançar uma embalagem transparente; depois vieram a garrafa big neck de 500ml, a latinha de 269ml que gela “rapidinho” e podemos chamá-la de shot; e a pouco tempo a recém-lançada Skol 360 que promete não te deixar estufado.

Além das inovações em embalagens posso citar o evento Skol Beats, um dos maiores eventos de música eletrônica promovidos no Brasil e o patrocínio oficial da transmissão de shows ao vivo pelo You Tube. No caso do Skol Beats, o evento foi exportado até para a Argentina e Paraguai, mas dessa vez levando o nome de Brahma Beats, devido a elevada participação de mercado da cerveja Brahma nestes países.

Como o foco da marca Skol fica na faixa etária de 18 a 25 anos, INOVAÇÃO é palavra-chave para sua sobrevivência em um mercado que movimenta anualmente 56 bilhões de reais e que só tende a aumentar.

Desculpe-me por ser redundante, mas como eu já disse em artigos anteriores: “2011 será um ano “difícil” para os executivos do mercado cervejeiro no Brasil”.

Falo “difícil” no sentido de terem foco para o desenvolvimento de estratégias de mercado, sabendo passar o pensamento estratégico para que os profissionais da ponta desenvolvam o trabalho.

Agora é aguardar...

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SAB MILLER no Brasil - Estratégias bem alinhadas para 2011

A anglo-africana Sab Miller, segunda maior cervejaria do mundo, está de olho no Brasil, e não é de hoje.

Como parte de uma estratégia bem traçada, no ano passado (2010) a empresa fechou a compra da Cervejaria Isenbeck na Argentina, focando sua expansão de mercado na América Latina.

Inicialmente, a Sab Miller pretende fornecer a cerveja argentina para o Sul do Brasil, Paraguay e Uruguay.

A fábrica fica localizada próxima a Buenos Aires e tem capacidade de produção de 1,2 milhões de hectolitros por ano.

Desde o ano passado a empresa vem conversando com as brasileiras Petrópolis e Schincariol, mas no caso da Petrópolis a negociação não terminou como se esperava; e quanto a Schincariol, a negociação nem decolou, pois a família não quer perder o poder dentro da empresa.

Após intensas negociações e nenhum acordo, surge o “plano B” da Sab Miller para 2011.
Fazer parceria com uma importadora de bebidas brasileira para inserir marcas e manter a participação de mercado no Brasil, antes de fazer uma grande aquisição no país.

Com a compra da FEMSA pela Heineken, Budweiser chegando pela porta da frente, Sab Miller criando estratégias para entrar de vez no Brasil, Petrópolis aumentando sua participação de mercado com Crystal e Itaipava, Schincariol tentando alavancar maior participação após grande perda de mercado em 2009 e 2010; acho que 2011 será um ano de bastante trabalho para os executivos do mercado cervejeiro no Brasil, tendo em vista a grande variedade de marcas disponíveis aos consumidores.


SAB MILLER, seja bem-vinda ao mercado brasileiro!

A concorrência estimula a criatividade, além de diminui o preço dos produtos ao consumidor final.

Um grande abraço,

ARTHUR SANTOS

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Futuro da Schincariol


Alguém se lembra de alguns artigos que escrevi aqui no blog sobre a Schincariol há quase 2 anos, em Janeiro de 2009?

Recapitulando: "A estratégia de R&S da empresa está falida! Vocês estão exigindo um perfil de profissional não condizente para as vagas; e mais, boatos de que hoje ocorrem "vendas" de vagas para parentes e amigos mais próximos nos DP's. Isso não é profissionalização da empresa. Profissionais de RH sem a mínima capacidade de fazer uma entrevista, quanto mais uma seleção! O RH está escolhendo por curso superior completo e não por competência, motivação e capacidade do profissional. Entre outros."

Até e-mail ao Adriano Schincariol, Gilberto Schincariol, Fernando Terni (Ex-Presidente), Marcel Sacco (Ex-Diretor de Marketing) eu havia enviado, mas não deram "bola" ao que eu tinha a dizer. Aliás, apenas o Marcel Sacco me respondeu o e-mail, dizendo que já estava tomando providências para corrigir as falhas, que agradecia minhas informações e concluiu dizendo que a Schincariol precisava de gente nova, mente aberta, com atitudes como as minhas, e que ficaria honrado se um dia eu eu viesse a fazer parte do Grupo.

Bom Marcel, falta de tentar não foi!
Eu era fascinado pela Schincariol e queria trabalhar na empresa a qualquer custo! Idolatrava a Schincariol como se fosse a melhor empresa do segmento de bebidas para se trabalhar e construir carreira.

Foram apenas 13 processos de seleção em 2008, e 2 processos no ano de 2009 (risos) em diversas regiões do Brasil e para vários cargos; e até hoje, 10 de dezembro de 2010, nem resposta do DHO eu recebi.

Desde 2008 vários cortes de pessoal foram feitos da presidência até a equipe de vendedores. Reestruturação? Não. Corte de custos, frente a crise mundial de 2008 e o péssimo desempenho da Schincariol nas vendas, diminuindo significamente a sua participação de mercado.

A Schincariol fecha 2010 com um saldo extremamente negativo, perdendo mercado para sua principal concorrente, a Petrópolis.

Dos antes 13,2% de participação em 2008, chega-se hoje aos 9,8%, participação mais baixa desde que José Nelson Schincariol deixou seu patrimônio aos herdeiros.
O santuário de lucro da empresa continua no nordeste, onde conta com mais de 30% de participação de mercado.

A estratégia de usar a Paris Hilton como "garota propaganda" da Devassa, gastando milhares de reais não deu certo. A participação da marca deverá ficar em 0,2%, dos esperados 1,5% de participação no mercado nacional.

Até equipe de vendas especiais para a marca Devassa foi criada, contratando 150 vendedores dedicados para dar atenção especial à marca; mas a estratégia não deu certo.
Erro de estratégia?
Pois a idéia é esta: Produto especial e com características de comercialização diferentes?
Equipes diferentes.

Ou será novamente o erro do R&S, famoso DHO (Departamento Humano Organizacional) dentro da Schincariol, contratando gente errada para a vaga errada?

Ao Adriano, como Presidente, acho que cabe avaliar mais de perto se os problemas estão realmente na frente de vendas, ou se os problemas estão no DHO, antes de ir demitindo toda a equipe de vendas e extinguindo cargos importantes na área.

Desde 2008 este foi o ponto chave de insucesso da Schincariol.
O DHO. "Nome até que bonito!"

Agora, o que esperar para 2011???

A AMBEV está vindo em 2011 com a Budweiser para o Brasil, a Heineken investindo pesado após ter adquirido a FEMSA, e a Petrópolis aumentando seu mercado cada dia mais, e com as mesmas marcas.
Podemos esperar uma Schincariol que irá continuar decaindo e perdendo mercado, ou mudanças radicais que alavanquem o motivacional e as vendas da empresa, sem precisar investir milhões em "princesas de porcelana" esperando resultados?

Confira mais informações sobre a Schincariol em matéria publicada na Revista Exame - Editora Abril, disponível nas bancas em 15/12/2010, e que já chegou para os assinantes.
Abraços,

ARTHUR SANTOS

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Cinco diretores já deixaram a Schincariol neste ano


A saída do executivo Fernando Terni da presidência da Schincariol, foi apenas o primeiro movimento de uma reação em cadeia.
Neste início de ano, outros cinco diretores deixaram a empresa.
A baixa mais recente é a de Marcos Cominato, ex-diretor de recursos humanos da Schincariol, que assumiu nesta semana o mesmo posto na fabricante de eletrônicos LG para a América Latina.

Os demais são Álvaro Mello, ex-diretor de tecnologia, Alexandre Romualdo, ex-diretor financeiro, Rudinei Kalil, ex-diretor de vendas para a região Norte, e Fernando Salazar, ex-diretor de vendas para a região sul.

O resultado é que, entre janeiro e abril deste ano, a Schincariol praticamente desfez o quadro de diretores que levou dois anos para montar com a ajuda da empresa de headhunting Egon Zehnder.

Nesse período, a companhia contratou pelo menos oito diretores de companhias como Unilever e Telefônica. Hoje restam na função apenas três dos novos contratados - o diretor de marketing Marcel Sacco, ex-Cadbury, o diretor de estratégia Johnny Wei, ex-Nestlé, e o diretor jurídico Robin Castelo.
Gino Di Domenico, diretor de operações, tornou-se subordinado de Gilberto Schincariol, vice-presidente de operações da empresa.

Assim como o primo, Adriano Schincariol, Gilberto retornou ao cargo que ocupava antes da contratação de executivos de mercado para posições-chave na companhia. Em quase todos os casos, os executivos que saíram foram substituídos com promoções internas.

A cervejaria não confirma oficialmente, mas as saídas se devem em boa parte a uma medida de corte de custos. De acordo com o balanço publicado ontem, 23 de abril, a Schincariol registrou prejuízo de 132 milhões de reais em 2008 - embora as vendas tenham crescido 7,4% e chegado a cerca de 5 bilhões de reais e a participação de mercado de cervejas tenha passado de 11% para 13,2% no período.

Na época do afastamento de Terni, após dois anos no cargo, Adriano Schincariol enviou um comunicado dizendo: “A economia e o mercado enfrentam um momento de grande volatilidade. Por isso resolvemos estar mais próximos do dia-a-dia do negócio.”

Espero sinceramente que a Schincariol reaja, consiga sacudir a poeira e continuar crescendo. Nos últimos anos, os indicadores de performances da empresa mostram pouco crescimento de mercado, e a cada dia o fantasma "Cervejaria Petrópolis" vêm se aproximando com uma participação de mercado cada vez maior, além da popularidade conquistando realmente o mercado consumidor.

Com a saída de Cominato, penso que as estratégias e políticas de RH devem ser revistas, pois a empresa precisa de fôlego para crescer, profissionais competentes que realmente vistam a camisa da empresa, que lutem para a melhoria contínua e o crescimento de mercado. O poder dado hoje aos profissionais do DHO da Schincariol também precisa ser revisto, principalmente em se tratando dos DP's e regionais.

Uma outra atividade que necessita de revisão com bastante cautela é a abertura de novos DP's. Hoje a empresa não está tendo condições de controlar corretamente sequer os DP's existentes, e continua adquirindo novas revendas e tornando-as Depósitos Próprios. Primeiro é necessário analisar a condição em que se encontram os DP's atuais, acertá-los, ou seja, colocar o trem na linha, para depois pensar em novas aquisições de revendas. De nada adianta ir adquirindo se não há condição de mantê-los em um funcionamento perfeito.

E também, a Schincariol deve se preparar, pois a Cervejaria Petrópolis está entrando nos mercados das regiões Sul e Nordeste através de parceria com ex-revendas Schincariol. A Schincariol está perdendo revendas para a sua principal rival. A Petrópolis está oferecendo uma série de benefícios para as revendas, além da revenda ter um atendimento totalmente especial pela empresa, fazendo com que elas se sintam bem atendidas, com um relacionamento muito mais próximo com a cervejaria.

Isso é um péssimo negócio para a Schincariol, pois as revendas já possuem carteira de clientes completa, relacionamento de longo prazo com os clientes, conhecem o mercado, as oscilações, margens, e principalmente, conhecem os defeitos da Schincariol, fazendo com que ela fique ainda mais frágil no mercado.

Um grande abraço,

Arthur Santos


Fonte base: Portal Exame

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Schincariol tem prejuízo de R$ 132 milhões em 2008


A Schincariol publicou no início do mês, sem muito alarde, o seu balanço anual no Diário Oficial do estado de São Paulo. O provável motivo para tanta discrição estava na última linha da tabela de demonstrações financeiras: um prejuízo líquido de R$ 132 milhões em 2008. Mas ao contrário do que possa parecer, a empresa não perdeu vendas no ano passado. Em concordância com o que ocorreu com o setor de bebidas em geral, houve até crescimento."A participação de mercado em volume no final do período, medida pela Nielsen, cresceu nas categorias de cervejas (13,2%), refrigerantes (3,6%), sucos (8,2%) e foi reduzida em águas (9,3%)", diz o texto de abertura do balanço financeiro. Também houve crescimento de 7,4% da receita bruta e de 4,5% na receita líquida."Na prática, essa disparidade entre vendas líquidas e brutas mostra que a empresa teve que encolher sua margem de lucro na venda de seus produtos", explicou um analista de mercado. Esse encolhimento da margem, segundo o especialista, teria acontecido com o principal produto da Schincariol: as cervejas, que respondem por mais da metade do faturamento da empresa.A estratégia da companhia no ano passado foi a de trabalhar as marcas premium de seu portfólio - Devassa e Baden Baden, por exemplo. No entanto, um fator geográfico afetou os planos da empresa. "É fato que a maior parte das vendas da Schin se concentra no Nordeste. O problema é que não há como trabalhar marcas premium só pelo Nordeste.
Uma vez que a distribuição da Schin nos bares do Sul e Sudeste é fraca, a estratégia não 'colou' com o público dessa região, que são os formadores de opinião", afirmou um especialista.
Além disso, conforme relata o próprio balanço, houve queda de rentabilidade devido ao "crescimento das vendas em novos canais de distribuição."
A aparente contradição se explica: para conquistar espaço em bares que tradicionalmente vendem marcas concorrentes, é preciso pagar. "A empresa precisa oferecer alguma vantagem para o dono do ponto de venda para que ele troque de fornecedor. Isso gerou perdas para a empresa", explicou outro analista. Isso explica por que, mesmo focando em produtos mais caros, como as cervejas premium, a empresa precisou enxugar sua margem de lucro.A empresa também divulgou que acumulou perda financeira total de R$ 79 milhões. Desse montante, R$ 17 milhões foram causados especificamente por problemas cambiais, ou seja, "a desvalorização do real sobre insumos importados", segundo um comunicado enviado pela empresa ao Valor.
A Schincariol se limitou a explicar as perdas de R$ 29,3 milhões referentes ao resultado líquido do exercício antes da participação dos minoritários. Nesse caso, de acordo com a nota, "a integração de operações e de empresas adquiridas, a reestruturação da malha de distribuição e de revendas" foram as causas apontadas para o resultado negativo.


Vamos recuperar SCHINCARIOL!!!
Vamos diminuir as bonificações, aumentar a expressividade em eventos, lutar para manter os revendedores atuantes e rezar para que eles não mudem para a Itaipava logo logo.

Um grande abraço!

Arthur Santos


Fonte de auxílio: Valor Econômico

domingo, 11 de janeiro de 2009

Grupo Schincariol


Após aproximadamente 2 anos na presidência do Grupo Schincariol, Fernando Terni ainda não anunciou seu futuro profissional, mas deverá voltar ao quadro de empresas de telecom.

No ano de 2000, Terni foi responsável pelo início das operações da INTELIG (23) no Brasil.

A partir de 2002 foi presidente da Nokia no Brasil por 3 anos consecutivos, e logo depois ocupou a responsabilidade pelas demais operações da empresa em toda a América Latina.

Como presidente do Grupo Schincariol, Terni deixa grandes legados como a ampliação do mix de produtos Schincariol e o crescimento da empresa no setor de cervejas premium.
Desde que assumiu, Fernando Terni não conseguiu fazer a participação de mercado das cervejas Schincariol crescer, permanecendo na 2º posição com cerca de 12%(*) das vendas.

Quem voltou ao comando do grupo foi Adriano Schincariol, que atuou como presidente da empresa antes de Terni.

Um dos maiores problemas enfrentados pela Schincariol é a alta do dólar, que responde diretamente por 65% a 75% dos custos de matéria-prima. A produção de cerveja implica na importação de uma série de produtos, como o malte, além do preço da latinha de alumínio que usa o dólar como referência.

Além da nova gestão, a Schincariol desenvolveu um plano de ação que prevê um grande enxugamento de custos para fazer frente à alta da moeda americana.
O Grupo Schincariol não é a primeira empresa em que o acionista toma iniciativa de retomar suas atividades. O empresário Abílio Diniz também retomou o comando do Grupo Pão de Açúcar após o agravamento da crise.

Quanto ao fato da participação de mercado das cervejas Schincariol ter se mantido na faixa de 12%(*), creio que seja por uma fusão de diversos fatores desfavoráveis ao crescimento da Cia.
Acompanho bastante as notícias e ações de mercado da empresa desde o início de 2008, principalmente no sul de Minas Gerais e no interior de São Paulo, e o que vejo é uma empresa excelente, com fôlego, mas que falta o combustível principal para manter o motor funcionando: o Capital Humano que atua "na ponta", ou seja, nas distribuidoras e revendas.
Ainda falei sobre o Capital Humano no 1º post desse Blog.

O Capital Humano aliado ao Conhecimento não quer dizer que o profissional precisa ter curso superior completo e um diploma de graduação pregado na parede para assumir um cargo na empresa. Trata-se de muito mais do que isso. Trata-se de ter determinação, as habilidades e os conhecimentos necessários para exercer a atividade.

A empresa precisa de líderes de vendas "nas pontas" para impulsionar o consumo e a venda desses produtos, além de gerenciar a equipe de vendas e marketing para os objetivos estratégicos da empresa em termos de volume e lucratividade. E algo muito maior que isso, controlar e manter os concorrentes afastados na participação de mercado, para que eles não consigam aumentar sua fatia do bolo.

Nos dias atuais, em que os produtos estão cada vez mais parecidos, mais iguais, torna-se uma questão de sobrevivência ter uma equipe de vendas forte, preparada e motivada para vencer nos mercados cada vez mais competitivos.

A contratação certa é fundamental para o sucesso de uma empresa. E se esta etapa for feita de forma errada ou amadora, compromete o resultado de forma significativa e gera mais despesa, pois além de não vender é preciso contratar novamente.

Quando se trata de equipe de vendas, nem sempre o que se fazia no passado dá resultado hoje - e nem sempre o que se faz hoje (e dá resultado) é garantia de sucesso no futuro.

Diploma de curso superior não é garantia de responsabilidade, maturidade, conhecimentos e habilidades.

Como não há mais cliente desinformado, ou alienado, e o mercado e a concorrência mudam com muita rapidez, é preciso fazer com que nossas equipes de vendas sejam pró-ativas e respondam rapidamente às novas necessidades de mercado e a concorrentes cada vez mais bem preparados.

Como já disse o ex-presidente da Schincariol, Fernando Terni: "Temos áreas que são sempre um desafio: RH, econômico e mercado. No RH o desafio é fazer com que os funcionários trabalhem segundo os valores da organização; atrair e reter talentos. Se a pessoa acha que a missão da empresa conflita com o que ela acredita, deve procurar outro emprego. No econômico é manter os investimentos e brigar com a Ásia. E o mercado é a concorrência, o market share" ( Fonte: Carreiras/Empregos)

Aproveitando o que Terni disse sobre o RH, sem dúvida alguma, é um departamento de grande desafio dentro da Schincariol.

A empresa atuava em seus DP's (Distribuidores Próprios) com:
A) Gerente Comercial
B) Gerente de Vendas
C) Supervisor de Vendas
D) Vendedor

Para melhorar a comunicação entre os níveis, extinguiram o cargo de Supervisor de Vendas, e o antigo Gerente Comercial se tornou o Gerente Regional.

Nessa ocasião os Gerentes de Vendas, com a saída dos Supervisores, tiveram que ir para campo, fazer o trabalho que os antigos Supervisores faziam, ou seja, meter a mão na massa.

Os Gerentes de Vendas estavam acostumados a analisar relatórios, normalmente ficavam no escritório e saíam somente para algumas visitas rotineiras.

Na minha visão, acho que boa parte dos Gerentes de Vendas não estavam preparados para assumir essa tarefa de campo, não estavam aptos a supervisionar vendedores e auxiliá-los nas vendas. Eles sabiam cobrar resultados, porém, quando tiveram que ir para a rua, auxiliar, liderar e alcançar metas em campo, não souberam mais o que fazer.

Neste momento, notamos que nem sempre quem está preparado para liderar, está pronto para meter a mão na massa e fazer.

Boa parte das revendas, distribuidoras independentes da Schincariol continuam atuando com o cargo de Supervisor de Vendas, porém, muitas com resultados ainda a desejar.

Exemplos de boas revendas independentes Schincariol são a Pingo Distribuidora em Feira de Santana-BA e a Nova Distribuidora de Bebidas, de Caldas Novas-GO.

As empresas investem no Capital Humano, investem em infra-estrutura para os profissionais se sentirem motivados para trabalhar.

Sinceramente, para mim, são modelos de distribuidoras Schincariol que deveriam ser seguidos, tanto pelos DP's quanto por outras revendas independentes.

Outra coisa que é notável nos estabelecimentos de mercado, é a pequena participação dos produtos Schincariol nos pontos de venda, principalmente quando falamos de cerveja.Geralmente o PDV da Schincariol é pequeno demais, tem pouca visibilidade, e as laterais estão abarrotadas de marcas concorrentes. Seria necessário fazer uma revisão geral dos aspectos de tematização dos pontos de venda, a fim de estimular a demanda pelos seus produtos.

A Cervejaria Petrópolis é uma das empresas que batem realmente de frente com a Schincariol, e está investindo pesado para ganhar sua participação de mercado. Iniciou na região sudeste do Brasil, depois expandiu substancialmente para a região centro-oeste, e muito breve, após um forte planejamento estratégico, decidiu por iniciar a expansão para as regiões sul e nordeste, começando pelos estados do Paraná, Alagoas e Bahia.

O "Santuário de Lucro", a base sustentadora da Schincariol se encontra no nordeste brasileiro com a Cerveja Nova Schin. É onde a empresa conta com a maior participação de mercado, ganhando até da AMBEV, e onde a Petrópolis pretende fazer os maiores investimentos para ganhar participação de mercado, e dimunuir constantemente a solidez financeira da Schincariol.

Vejo a força dos executivos de marketing, comandados pelo diretor Marcel Sacco, impulsionando excelentes campanhas de TV e promoções de nível nacional. Um bom exemplo é a 2º fase da campanha Pega Leve, o "vírus Pega Leve", e também a promoção "Toda Família Tem Schin" que estimula o consumo dos refrigerantes Schin. Não tenho nem muito o que dizer, é genial!

Mas de nada adianta ter excelentes campanhas, uma diretoria empenhada em fazer a marca crescer, se "nas pontas" o trabalho deixar a desejar.

Como admirador convicto da Schincariol, desejo toda sorte para a empresa neste ano de 2009.Espero que consiga vencer todos os grandes desafios, conquistando ainda mais admiradores e, obviamente, consumidores.

Um grande abraço,

Arthur Santos

(*) Fonte: Portal Exame